7 lugares para visitar em Joinville, Santa Catarina
Escola Bolshoi, Museu da Bicicleta, mirante do Morro da Boa Vista e mais: o que ver na maior cidade catarinense, com endereços e horários.
Joinville acumula apelidos. Foi Cidade dos Príncipes porque a família real teve terras ali. Virou Cidade das Bicicletas porque é plana e incentivou o uso da bike desde cedo. Ganhou o título de Cidade das Flores pelo estímulo aos jardins em casas e espaços públicos. E é hoje conhecida como Cidade da Dança, por sediar a única filial da Escola Bolshoi fora da Rússia.
É a maior cidade de Santa Catarina, fica no Norte do estado, no pé da Serra Dona Francisca, a 130 km de Curitiba e 180 de Florianópolis. A colonização veio de alemães, suíços e noruegueses, e isso ainda aparece na arquitetura.
Antes da lista, uma parada rápida: o pórtico de entrada, às margens da BR-101. A estrutura usa a técnica alemã do enxaimel, em que a madeira aparente fica à vista e os vãos são preenchidos com tijolo. Foi inaugurado em 1979, durante uma edição da Festa das Flores, e tem ao lado um moinho onde funcionam um restaurante e a Secretaria de Turismo.
1. Parque Zoobotânico
São 17 mil metros quadrados de Mata Atlântica preservada na base do Morro da Boa Vista, em plena região central. O parque tem lago, trilhas pela floresta e quiosques para piquenique.
O plantel oficial soma 172 animais: 111 répteis, 40 aves e 21 mamíferos. Mas a fauna que circula por ali é maior. Atraídos pela comida que os biólogos mantêm, aparecem tucanos, jabutis, tartarugas-de-ouvido-vermelho, jacarés-do-papo-amarelo, jiboias, emas, corujas-orelhudas, araras-canindé, macacos-prego, capivaras, quatis e furões vindos do próprio morro.
Rua Pastor Guilherme Rau, 462, Saguaçu. Telefone (47) 3433-1230. Aberto todos os dias, das 7h às 19h. Entrada gratuita.
2. Mirante do Morro da Boa Vista
Logo acima do Zoobotânico está o mirante da cidade. São 250 metros de altitude mais 14 metros de plataforma de observação, com giro de 360 graus.
De lá se vê a Baía da Babitonga, onde fica a Ilha de São Francisco do Sul, além do centro, da área rural e da Serra do Mar.
O acesso tem um detalhe importante. Só uma linha de ônibus urbana sobe, saindo do terminal central. Quem vai de carro estaciona no pé do morro e enfrenta uma caminhada de cerca de 30 minutos de subida, com placas orientando o caminho. Vá de tênis e leve água. No topo há bebedouro e banheiros.
Rua Pastor Guilherme Rau, s/n, Saguaçu. Das 7h às 19h.
3. Serra Dona Francisca
A serra tem história de dote. Boa parte das terras chegou como dote quando a princesa Francisca Carolina, irmã de Dom Pedro II, casou com François Ferdinand Philippe Louis Marie, o príncipe de Joinville.
Hoje a região concentra hotéis-fazenda, pousadas e restaurantes de apelo rural. A estrada começa no centro de Joinville, corta a BR-101 e segue por Campo Alegre, São Bento do Sul, Rio Negrinho e Mafra até Rio Negro, na divisa com o Paraná.
4. Museu Nacional de Imigração e Colonização
O museu funciona desde 1957 e guarda objetos e histórias da imigração no Sul do Brasil, distribuídos em 6 mil metros quadrados de espaços expositivos sobre a vida rural e urbana da região.
O casarão que o abriga é conhecido como Maison de Joinville. A construção começou em 1867 e terminou em 1870, com projeto de Frederico Bruestlein, administrador dos bens do Príncipe de Joinville. Serviu como sede administrativa da Colônia Dona Francisca. Apesar do apelido de Palácio dos Príncipes, a família Orleans nunca morou ali.
Nos arredores fica a Rua das Palmeiras, com 90 espécies de palmeiras seculares.
Rua Rio Branco, 229, Centro. Verifique a situação de funcionamento: em 2020 o museu estava fechado para restauro.
5. Instituto Juarez Machado
Juarez Machado nasceu em Joinville em 1941 e virou um dos principais nomes das artes plásticas de sua geração. Pintou, ilustrou, esculpiu, desenhou gravura de humor e assinou cenários para teatro e televisão, acumulando prêmios dentro e fora do país. Mora em Paris desde 1986, onde expõe com frequência.
Em 2014 ele inaugurou o Instituto Juarez Machado na cidade natal. O espaço não tem fins lucrativos e funciona para exposições, cursos, palestras e debates, com uma mostra permanente que cobre 50 anos de carreira do artista.
Detalhe simpático e coerente com a cidade: quem chega de bicicleta entra de graça.
Rua Lages, 994, América. Telefone (47) 3033-3036. De terça a sábado, das 10h às 18h30. Domingos e feriados, das 15h às 18h30.
6. Escola Bolshoi
O Teatro Bolshoi nasceu na Rússia em 1776 e é reconhecido pela Unesco como patrimônio cultural da humanidade. A escola brasileira funciona em Joinville desde 15 de março de 2000, e é a única sede fora da Rússia.
O ensino segue a metodologia Vaganova de balé clássico, somada a dança contemporânea e disciplinas complementares. Os alunos vêm de vários estados e de outros países, e a instituição concede 100% de bolsas de estudo e benefícios a todos eles. A seleção de novos bailarinos acontece uma vez por ano.
Quem não dança pode conhecer a estrutura nas visitas monitoradas, de segunda a sexta, às 10h e às 14h30. O ingresso custava R$ 10 a inteira.
A companhia profissional do Bolshoi de Moscou faz cerca de 300 espetáculos por ano em vários países e já teve quatro brasileiros no elenco, três deles formados em Joinville: Bruna Gaglianone, Erick Swolkin e Mariana Gomes.
Av. José Vieira, 315, no Centreventos Cau Hansen, bairro América. Telefone (47) 3422-4070.
7. Museu da Bicicleta
Existem sete museus dedicados à bicicleta no mundo. O de Joinville, fundado em 2000, é o único da América Latina.
O acervo passa de 16 mil itens entre bicicletas, peças, acessórios, pôsteres, fotografias, catálogos, objetos de arte, modelos exóticos e até uma bicicleta feita para andar sobre trilho de bitola métrica. Há ainda selos e cartões telefônicos com o tema. O museu recebe cerca de 1,5 mil visitantes por mês.
O título de Cidade das Bicicletas veio na década de 1960, quando Joinville tinha uma bicicleta para cada dois habitantes. O primeiro registro de uma bicicleta na cidade é de 1897.
Veja informações de visitação no Museu da Bicicleta de Joinville.
Praça Monte Castelo, s/n, na Estação Ferroviária, bairro Anita Garibaldi. Entrada gratuita.
Endereços, horários e valores foram levantados em janeiro de 2020. Confirme antes de ir.