Quais as melhores atrações para visitar na Serra Catarinense
Morro da Boa Vista, Pedra Furada, Serra do Rio do Rastro e as vinícolas de altitude: o que ver na região mais fria do Brasil, a duas horas do litoral.
A Serra Catarinense fica a cerca de duas horas do litoral e vive o oposto dele: quanto mais frio, mais cheia. A região combina turismo rural, natureza, comida colonial e vinho, com uma infraestrutura que já dá conta de receber bem.
Esta é uma lista do que vale colocar no roteiro.
Morro da Boa Vista, o ponto mais alto do estado
Com 1.824 metros acima do nível do mar, o Morro da Boa Vista é o topo de Santa Catarina. Fica em Urubici, na divisa com Rancho Queimado e Bom Retiro, com acesso possível pelos três lados.
É essa altitude que faz de Urubici a cidade mais fria do Brasil. Geada é rotina e neve acontece. No inverno já foram registrados 18 graus negativos por lá.
O morro integra o relevo da Serra Geral. Para o mirante valer a subida, escolha um dia claro e sem nuvens. E leve agasalho mesmo no verão, porque a altitude derruba a temperatura de qualquer jeito.
Comida caseira, pinhão e chimarrão
O frio abre o apetite, e a Serra sabe disso. Hotéis-fazenda e pousadas simples caprichara no café da manhã e nas mesas fartas, com influência italiana, alemã e gaúcha misturadas: pães, bolos, frutas, cafés, sucos, chocolates.
Fora da mesa, dois hábitos definem a região. O pinhão, geralmente assado na chapa, e o chimarrão, a erva-mate com água quente que passa de mão em mão. Os dois esquentam e explicam bastante da cultura local.
Morro da Igreja e Pedra Furada, em São Joaquim
O Morro da Igreja é o terceiro ponto mais alto de Santa Catarina, com 1.822 metros, dois a menos que o Morro da Boa Vista. Fica em São Joaquim, outra concorrente ao título de cidade mais fria do país.
Do alto se vê a Pedra Furada, uma formação rochosa com cerca de 30 metros de circunferência que virou o cenário mais fotografado de quem sobe a Serra.
Na mesma região está a Cascata Véu da Noiva, com quedas de até 60 metros num paredão inclinado.
Serra do Rio do Rastro
A Serra do Rio do Rastro está entre as estradas mais curvadas do mundo. São 284 curvas, com mirantes no alto que permitem olhar para trás e entender o traçado inteiro.
Percorrer a serra é também entender a obra de engenharia que foi construí-la. É provavelmente o ponto mais fotografado de toda a região.
Serra do Corvo Branco
A outra estrada que sobe para a Serra liga o litoral a Grão-Pará e Urubici. Foi uma das primeiras ligações entre litoral e interior, aberta à custa de escavação e corte de rocha. Hoje é asfaltada, mas o corte no paredão continua sendo o que mais impressiona.
O trajeto é panorâmico, cercado de Mata Atlântica. No caminho há quiosques com bebida e comida, além de restaurantes de beira de estrada que servem comida caseira feita em forno a lenha.
Morro do Campestre e Morro do Costão do Frade
O Morro do Campestre fica a cerca de 10 km do centro de Urubici e é um dos lugares preferidos para ver o pôr do sol. O acesso é por dentro de uma fazenda particular, mas a subida é permitida.
Em Bom Retiro está o Morro do Costão do Frade, a 1.500 metros de altitude, com o mesmo tipo de programa. O nome vem da silhueta que a rocha desenha.
Nos dois casos, torça por céu limpo.
Enoturismo e os vinhos de altitude
O turismo do vinho ganhou força em Santa Catarina porque a região tem clima favorável ao cultivo de certas uvas. A produção local virou variada o bastante para render rótulos premiados e exportação.
As vinícolas abrem para visita e mostram o processo inteiro, do vinhedo à fermentação e ao envase. A maioria oferece degustação, harmonização com a gastronomia local, piquenique e venda de vinhos para levar.