7 roteiros de vinícolas pelo mundo
Beaune, Stellenbosch, Rüdesheim, Mendoza, Napa Valley, Pokolbin e o Douro: sete regiões para viajar atrás de vinho, com o que cada uma produz de melhor.
Viajar atrás de vinho tem uma vantagem prática: a bebida quase sempre nasce em lugar bonito. Vinhedo pede clima específico, altitude certa e encosta bem posicionada, e o resultado costuma ser uma paisagem que já valeria a viagem sozinha.
Não é preciso entender de uva para aproveitar. A visita ensina a reconhecer castas, a diferenciar um Chardonnay de um Riesling e a perceber por que o mesmo tipo de uva rende bebidas tão diferentes conforme o solo.
Estas são sete regiões que valem o deslocamento.
1. Beaune, França
Beaune é conhecida pelos vinhedos, pela cozinha e pelas vilas medievais bem conservadas ao redor. Fica no coração da Borgonha, e a região se divide em dois caracteres bem distintos.
Ao sul, a Côte de Beaune produz vinhos mais suaves e frescos. Ao norte, a Côte de Nuits entrega os intensos e complexos. As duas se percorrem de carro com calma, o que permite parar em vinhedo pequeno e conversar com quem produz.
Se der para escolher a data, vá no terceiro fim de semana de novembro, quando acontece o leilão de vinhos do Hospices de Beaune e o festival que toma a cidade.
Veja mais no turismo de Beaune.
2. Stellenbosch, África do Sul
Stellenbosch fica entre montanhas cobertas de parreira, a pouca distância da Cidade do Cabo. A cidade concentra vinícolas e atrações num raio curto.
O trunfo é a vizinhança. Duas das rotas mais famosas do mundo saem dali: a Rota 62 e a Garden Route. As duas juntam vinho, gastronomia, aventura e natureza.
A região também recebe festivais de vinho ao longo do ano inteiro.
3. Rüdesheim am Rhein, Alemanha
Rüdesheim é a capital do vinho no Vale do Reno e o lugar certo para entender a uva Riesling. Levemente dourada, saborosa e frutada, ela rende desde vinhos bem secos até doces, o que agrada gosto de qualquer tipo.
A cidade acumula castelos, casarões e monumentos históricos. Tem também trilhas e um teleférico que atravessa o céu até as cidades vizinhas, com vista para os vinhedos escalonados na encosta.
4. Mendoza, Argentina
Mendoza responde por cerca de 70% da produção argentina de vinho, aos pés da Cordilheira dos Andes. É a região mais fácil de encaixar num roteiro brasileiro, tanto pela distância quanto pelo preço.
A Malbec é o símbolo do país, embora a uva seja originalmente francesa. Ela se adaptou tão bem ao clima de dias quentes e noites amenas de Mendoza que a Argentina acabou virando sua principal referência mundial.
As rotas do vinho da região são feitas para carro, com vinícolas distribuídas por vários vales.
5. Napa Valley, Estados Unidos
A poucos quilômetros de São Francisco, Napa Valley produz alguns dos melhores Cabernet Sauvignon e Chardonnay do mundo.
A região investiu em turismo sustentável e em atividades ao ar livre, com trilha, ciclismo e hipismo entre os vinhedos. Alugar um carro é a melhor forma de circular.
Uma dica de época: o inverno é boa temporada para escapar da multidão sem perder a paisagem.
6. Pokolbin, Austrália
Pokolbin é o centro vinícola do Hunter Valley e junta vinho a queijo, produtos locais e uma cena gastronômica forte.
Dá para percorrer por conta própria, de carro, aproveitando o clima rural, ou fechar um passeio guiado em grupo, que costuma combinar degustação com refeição.
A cidade também tem campo de golfe profissional, jardins e parques, o que ajuda quem viaja com criança.
7. Vale do Douro, Portugal
O Vinho do Porto é daqueles casos em que o nome do lugar virou categoria de bebida. É um vinho fortificado produzido exclusivamente com uvas da Região Demarcada do Douro, cerca de 100 quilômetros a leste da cidade do Porto.
O reconhecimento oficial veio na metade do século 17, quando a bebida começou a ser exportada em escala. Hoje o Douro é uma das paisagens vitivinícolas mais fotografadas do mundo, com os socalcos escavados na encosta do rio.
Como montar a viagem
O vinho é o fio condutor, mas raramente é o programa inteiro. Todas essas regiões combinam a visita com passeio cultural, gastronomia local e caminhada.
Se houver tempo, percorra de carro. As melhores partes costumam estar no caminho entre uma vinícola e outra, e várias delas oferecem piquenique nos vinhedos.