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Os 10 pratos da culinária da Índia

Samosa, palak paneer, thali, kulfi e mais: dez pratos que explicam a cozinha indiana, com o que leva cada um e onde encontrar.

4 min de leitura

Comer na Índia é uma atração turística por conta própria. A cozinha do país trabalha com uma ideia que vem de longe: a refeição precisa equilibrar doce, salgado, amargo, picante e azedo, e acionar visão, olfato, paladar, audição e tato ao mesmo tempo. É o mesmo princípio de harmonia que está na base do ioga.

Na prática, isso significa tempero em quantidade. Curry, canela, pimenta-preta e baunilha aparecem em quase tudo. E acima de todos está a masala, uma mistura que muda de cozinheiro para cozinheiro, mas costuma reunir cardamomo, anis, açafrão, cominho, canela, gengibre, noz, cravo, pimenta-do-reino e pimenta-branca.

Estes são dez pratos que vale conhecer antes de viajar, mais uma bebida que provavelmente você já tomou sem saber de onde vinha.

1. Samosa, o pastel indiano

A samosa é um salgado de massa frita muito parecido com o nosso pastel. A massa leva farinha de trigo, que pode ser integral, e o recheio varia bastante: lentilha, feijão, purê de batata, cebola e até fruta. Tudo bem temperado e geralmente picante.

Por ser fácil de comer andando, é um dos itens mais presentes no dia a dia indiano.

2. Palak paneer, o vegetariano mais pedido

Encontrar comida vegetariana e vegana na Índia é simples, já que boa parte da população não come carne por razão religiosa, e a vaca em especial é considerada sagrada.

Entre tantas opções, o palak paneer é o mais procurado. Leva espinafre, um queijo de textura parecida com a do queijo minas e um molho curry à base de espinafre e tomate. É um prato típico da região de Punjab. O acompanhamento indicado é arroz cozido, embora muita gente prefira comer com pão.

3. Curry de peixe, a moqueca de lá

O curry de peixe indiano tem parentesco direto com a moqueca brasileira. A versão mais tradicional leva óleo de coco e leite, e ganha a cor avermelhada da pimenta em pó.

Cada região prepara de um jeito. Se você gosta de pimenta, é uma aposta segura, porque costuma vir bem ardido.

4. Naan, o pão que serve o dia inteiro

O naan lembra o pão sírio. A massa é leve, feita com água, fermento e farinha, e funciona do café da manhã ao jantar.

Serve como acompanhamento de sopas e caldos ou como lanche rápido com recheio. Batata é o recheio mais tradicional, mas as versões com hortelã e alho são fáceis de achar e valem a pena.

5. Butter chicken, para não pesar na viagem

O frango e o peixe são as carnes mais comuns num cardápio onde carne é exceção. O butter chicken leva frango em cubos cozido no molho de tomate com manteiga ghee, uma manteiga clarificada que descarta lactose e outras toxinas do leite.

A receita completa iogurte e especiarias. É uma boa escolha para um almoço ou jantar mais leve.

6. Vada pav, o sanduíche de rua

Para quem não come nenhum ingrediente de origem animal, o vada pav resolve. É um sanduíche de pão pav recheado com um hambúrguer de batata, bem temperado, vendido em praticamente qualquer barraca de rua.

Prático para segurar a fome entre um ponto e outro do roteiro.

7. Thali, a refeição inteira num prato

A thali chega servida em folha de bananeira ou num prato circular dividido em porções: um pão típico, arroz e uma variedade de molhos e acompanhamentos.

A lógica é dar de uma vez a explosão de sabores que representa a tradição da mesa indiana. A tradição também manda comer com a mão direita.

8. Kulfi, o sorvete que demora a derreter

O kulfi nasceu no século 16 e lembra sorvete, com massa mais densa e cremosa. Justamente por essa densidade, ele derrete mais devagar que o sorvete comum, o que ajuda no calor indiano.

Os sabores mais tradicionais são creme, manga, cardamomo, açafrão e pistache.

9. Kheer, o arroz-doce indiano

O kheer leva arroz cozido, polvilho, leite e açúcar, aromatizado com cardamomo, passas, açafrão, castanha-de-caju, pistache ou amêndoas.

É pesado, então não entra no cardápio do dia a dia. Aparece em festas, templos e datas especiais. Em celebrações hindus, é praticamente obrigatório.

10. Gulab jamun, o doce que conquista brasileiro

O gulab jamun tem base de leite em pó, o que explica por que agrada tanto quem cresceu comendo brigadeiro. A receita leva leite em pó, manteiga, cardamomo em pó, leite fresco e farinha de trigo. Os bolinhos são fritos e servidos banhados em calda de água de rosas, às vezes decorados com nozes e amêndoas.

É popular em toda a Ásia do Sul, principalmente na Índia, no Sri Lanka, no Nepal, no Paquistão e em Bangladesh.

Bônus: o chai latte tem sobrenome indiano

Aquele chai latte do cardápio da cafeteria da sua rua se chama masala chai na origem. É chá-preto com leite e especiarias como canela, cardamomo, gengibre, anis e cravo.

A história tem uma reviravolta interessante. No começo, o masala chai era só as especiarias, servido quente ou frio como remédio. O chá-preto só entrou na receita em 1853, quando a colonização inglesa criou plantações em Assam. Como a folha era cara, os locais passaram a esticar a bebida com leite e algum adoçante. Foi essa versão econômica que virou febre mundial.

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